sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Amargura




Dizem por aí que decepção não mata, ensina a viver.
Ensina à quem se o decepionado de hoje é o decepcionador de amanhã?
Não me venha com ditos populares quando meu coração sangra 
e a única coisa que consigo engolir neste momento é outra dose de whisky.

Decepção mata sim, a começar pela ingenuidade da gente.






segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mini Conto: Porque assim são as mulheres...


Existia um anel que ficava em cima do armário de um banheiro feminino frequentado por muitas mulheres.
Todos os dias aquelas mulheres olhavam praquele anel, ali, parado, inerte. 
Nenhuma delas achava graça alguma nele.
Até que um dia uma mulher o achou lindo. Pegou, experimentou no dedo e desejou tê-lo.
À partir deste dia, todas as outras mulheres passaram a desejar o anel mais que tudo na vida.
Não prestavam atenção em mais nada, nenhuma outra jóia as atraía, precisavam: DELE.
Passaram a viver numa silenciosa disputa.
Um dia batom, no outro perfume, um dia salto alto, no outro decote.
E assim faziam elas pra tentar conquistá-lo e o levá-lo como prêmio.
O final dessa história? Ninguém sabe.
Mas todos sabem que ela é verdadeira, porque assim são as mulheres... ;)



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Poema para Monique


Tinha olhos de anestesiar
Nem precisava do resto
Bastava o olhar.
Mas por trás daquela tela
Acredite, era sim toda bela
Era inteligente e sagaz
Maliciosa e voraz.

Uns a amavam
Outros a idolatravam
Não raros a devoravam
Só com o pensar.
Mas poucos
Como eu, por exemplo
Conseguiam sua alma decifrar.

Isso porque atrás do personagem
Tudo não passava de uma imagem.
Ainda era linda
Mas doce e sensível
Porque ela sabia
Que como o poeta dizia
O essencial era invisível...

domingo, 10 de junho de 2012

Poema: Minha Fé


Minha fé

Minha fé me sustenta,
Me acalenta,
Me preenche
E por ela eu sigo em frente

Cabeça erguida e
Peito estufado é o que há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá

Minha força vem da mãe dos ventos
E o toque de doçura é Oxum quem dá
Ogum me protege com sua espada
E o pensamento quem rege é Iemanjá

Salve a Cabocla Jurema
Sempre a me abençoar
Assim como a Cigana da Praia
Com sua saia a rodar

Quem me cuida não dorme
Me acompanha sob a luz da lua
Nos caminhos que eu ando
O meu guarda é Tranca Rua

Dos Cosminhos tenho a alegria
Do Marabô o olhar constante
E com Vó Chica e Pai Antônio
Eu aprendo a todo instante

Não duvide do que digo
Não creia que eu minta
Mas se queres ter certeza
Pergunte ao Zé Pilintra!









terça-feira, 5 de junho de 2012

Poema: Queda de braço

Queda de braço

É tudo pra chamar tua atenção
Faço que nem ligo
Mexo no cabelo
Jogo charme prum amigo
Finjo não vê-lo

Mas se me olhar dentro dos olhos
Me lê em cada pensamento
Coração bate mais forte
Perco o meu norte
E transborda o sentimento

E aí não tem mais disfarce
Já não quero mais lutar
Pra que queda de braço
Se os dois querem ganhar?

Ou perder, se perder...