quarta-feira, 20 de março de 2013

As várias faces da vaidade...




Costumo ser grande observadora da vaidade humana. Talvez por que eu própria seja
vaidosa e deteste isto. Acho que intimamente percebo no outro aquilo que gostaria de
mudar em mim mesma.

O ser humano é extremamente vaidoso e muitas vezes não se dá conta disso. E não me
refiro aos meninos que passam gel no cabelo ou as meninas que se enchem de correntes
e anéis. Falo daquela vaidade intima que faz com que nos sintamos especiais,
destacados, diferenciados, mais merecedores do que o vizinho ao lado.

Noto isso em todo tipo de gente. É intimo e inconsciente às vezes.

Tem o vaidoso prestativo. Ele ajuda a todos, ele carrega a sacola, segura a porta do
elevador, oferece ajuda excessiva o tempo todo e nem se dá conta de que não é só pq ele
é bonzinho, mas sim pq ele tb quer ser visto como bonzinho! Faz bem pra sua vaidade
ouvir os comentários extras sobre a sua prestatividade.

Tem o vaidoso religioso. Ele está na terreira de umbanda, na missa do domingo, no
culto do pastor. É aquele que pensa que é especial porque tem algum dom. Ele è
médium, vê espíritos, ouve vozes, trabalha com entidades. Mas ao invés de usar isso em
prol da sua comunidade, daqueles com quem convive ao seu redor, prefere se botar num
altar, num pedestal. Sua vaidade o faz se sentir misterioso, sabedor de algo que ninguém
sabe, superior àqueles que ignoram seus muitos conhecimentos. Também ele pode ser
um fiel da igreja católica ou do culto evangélico, não importa. Ele leu mais a bíblia, ele
deu o maior dizimo, ele se sente diferenciado, ele é o melhor.

Tem ainda o vaidoso corporativo. Este então... eheheheh... ah como eu vejo isso todos
os dias... o trabalho que foi desenvolvido pelo grupo ficou incrível, o resultado do
processo não podia ser melhor, a meta foi sim atingida, mas quem quer apresentar isto
ao chefe é ele, o vaidoso, aquele que precisa se mostrar, se sentir importante, o que quer
ser o pai sozinho da criança, ainda que sua participação tenha sido a mínima...

Desconfie sempre de seu ego. Acredite em seu potencial, corra atrás de suas metas,
vença todos os obstáculos, mas não se descuide dele! Envaidecer-se é perder o tino da
razão, o senso do ridículo e principalmente, é vendar os olhos pro aprendizado diário
que o mais humilde dos humildes pode oferecer nessa escola chamada vida.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Poema: Eu sem você...




Toda noite a lua brilha prateada
Iluminando a madrugada
E a minha alma aquece.

Toda noite teu abraço apertado
Meu corpo no teu entrelaçado
E do mundo a gente esquece.

Sem a lua me sinto no escuro
Meu caminho é inseguro
Triste é noite sem luar...

Sem voce eu fico sem graça
E cada minuto que passa
Perco mais o brilho do olhar...




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Eu te desejo em 2013...


Certa vez, o povo de um vilarejo decidiu se
reunir no centro do lugar para rezar pedindo por
chuvas, mas apenas um garoto levou o guarda-chuva.
O nome disso é fé. 

Quando você joga um bebê de um ano de idade para o alto,
ele gargalha porque sabe que na queda alguém irá segurá-lo.
O nome disso é confiança.




A cada noite, antes de dormir, não temos garantia
nenhuma de que estaremos vivos na manhã seguinte,
mas, ainda assim, colocamos o despertador para tocar.
O nome disso é esperança.


Que em 2013 nunca nos falte fé, confiança e esperança!



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta ao Ex!


“Prezado...” não, prezado não. É muito formal e, de mais a mais, não o prezo mesmo.

“Caríssimo...” ah não! Caríssimo? Caríssimo é algo de valor. Até admito que ele tenha lá um certo ar de grife, com aquele cabelo grisalho, aquele olho rasgado e aquele perfume importado,  mas daí a ele me ter algum valor, tá longe!

“Tom...” também não pode ser. Apelido é algo próximo que se usa com quem se tem intimidade. E esta, definitivamente, não temos mais.

“Sr. Antonio...” não, não... apesar dos meus quarenta anos, nunca fui fã dos coroas. Chamá-lo de senhor me remeteria a uma verdade que não quero reconhecer: já somos sim coroas, ele e eu.

 “Antonio...” é! É o seu o nome! Ficou bem melhor assim, até porque há tantos e tantos anos não o chamo pelo nome!

Primeiro era o apelido comum: Tom! Depois foram os apelidos íntimos: negro, amoreco, leãozinho (tigrão em alguns momentos...). Por ultimo já eram os apelidos doloridos: canalha, cretino, cafajeste!
É isso, encontrei a maneira certa de chamá-lo: pelo nome próprio.
Como se faz com o rapaz da farmácia, alguém que você conhece, mas não tem nenhum vinculo e nem quer ter.

Chamá-lo pelo nome é como cortar a fita que inaugura essa nova fase em nossas vidas.
Uma fase em que não comeremos cachorro quente na madrugada depois de uma noite de festa, não faremos mais piquenique no parque nas tardes de domingo, não veremos mais filme embaixo do edredom nas noites de inverno, não nos ligaremos muitas vezes por dia pra contar os mínimos acontecimentos, não dividiremos mais a mesma taça de vinho antes do jantar...

Essas lembranças até me deixariam triste agora se não viessem acompanhadas de outra fase. Uma que espero não viver nunca mais...
Fase das descobertas, das desilusões, de entender que ninguém pertence à ninguém e que nada é eterno. De ver a mala sendo arrumada, de tomar decisões práticas como mudar o nome na carteira de identidade. De ter que dividir as fotos e os livros, de fingir que está tudo bem só pra não dar o braço a torcer até a porta se fechar...

Engraçado agora poder pensar em tudo isso sem chorar, sem sofrer, sem me abalar! Tudo passa mesmo nessa vida, bem já dizia minha vó...
Tanto passa que na verdade já não lembro mais o que ia escrever a ele!

Ah, quer saber? Deixa pra lá! Vou pegar a minha bolsa e correr que já to atrasada pro meu pilates!






segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Para Dudu!

Fiz este poema para o filho de uma amiga, o Dudu, guri "loco de especial", dançarino de invernada mirim do CTG Rancho da Saudade, que ia se apresentar pela primeira vez e ela queria algo pra colocar num cartaz pra ele:



Para Dudu

Nem o brilho prateado das noites de lua cheia
Nem o pago verde e longo por onde se campeia

Nem o mais puro mate cevado de emoção
Nem a brasa que aquece o inverno no fogo de chão

Nem o pingo que corre solto com crinas ao vento
Nem o ipe amarelo que floresce lindo no seu tempo

Nada no rincão da vida é capaz de se igualar
Ao sentimento de orgulho que viemos exaltar

Presente que ganhamos de Deus:
Eduardo, filho amado
Que o Patrão Velho ilumine os passos teus!